sábado, 2 de agosto de 2008

Dragões

As olimpíadas de Pequim (Beijing é a mãe!) estão pra começar, então achei útl fazer um post sobre o símbolo do antigo império chinês: O dragão.
Uma das lendas do surgimente do Dragão Chinês remonta a própria unificação da china. Dizem que quando o reino de Chin (por isso China, sacou?) começou a conquistar os reinos mais fracos ao seu redor, o mítico Imperador Amarelo para assegurar um sentimento de unidade nacional nos povos conquistados, passou a agregar seus totens (cada reino teria um animal símbolo). Assim o Dragão se formou do corpo Serpente, a cabeça do Tigre, os chifres do Touro (uns dizem que é do Carneiro), a cauda (e o bigode) da Carpa, e as garras da Águia.




Interessante notar que esse Dragão esguio e serpentiforme é comum Tambem em outros países orientais, como o Japão e a Coréia, mas com uma leve diferença. O Dragão Chinês tem 5 dedos, O Coreano costuma (costuma, não é sempre) ter 4, e o Japonês tem 3.























Chinês a esquerda. Japonês a direita.

Um lenda chinesa explica o fato dizendo que sendo um criatura intrinsecamente ligada a China, conforme se afasta de sua terra natal, ele vai perdendo dedos, até não poder mais andar, o que explica por que só existem Dragões Orinentais no oriente (é sério!!! Oo). Já um lenda japonesa, diz que como os dragões são intrinsecamente ligados ao Japão, conforme eles caminham para o oeste, eles ganham dedos, até não poderem mais andar (?).

Como surgiu o Dragão Ocidental da primeira foto. Não sei ao certo, mas os árabes devem ter levado da China para a Europa. E falando de diferenças entre dragões Orientais e Ocidentais, aí vai uma que pouca gente sabe: no Oriente, os Dragões são ligados a água, e não ao fogo, como os do Ocidente (o Wushu de Mulan solta fogo, mas lembrem-se que foi produzido pela Disney, um empresa norte-americana).

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Absurdo

Alguém aí já ouviu falar do "an passant"? ("de passagem", no meu melhor francês)

É uma jogada incomum do xadrez que o jogador tem a sua disposição quando o seu peão está na quinta casa e o adversário tira um peão seu da posição original usando o "salto do peão" (no xadrez, todo peão que está na casa original tem o direito de avançar duas casas de uma vez) e o coloca exatamente ao lado daquele seu peão na quinta casa. Enfim, a jogada consiste em imediatamente (imediatamente e não depois!) deslocar seu peão para a retaguarda do peão adversário andando um casa diagonal e capturando seu peão. Um roubo permitido pelas regras! Enfim, um absurdo! Mas não é isso que eu vim falar...

Fui assistar a um filme com meus amigos (o filme aliás é péssimo. "Fim dos Tempos", esteja avisado, e avistando, passe longe!), mas, contudo e todavia, havia um matemático que propôs um enigma muito semelhante a algo que tinha escutado em uma outra hstoria, mais a meu gosto. Aí está ela como minha memória me permite lembrar. Quem quiser ler uma narrativa mais fiel, procure em um livro chamado "O homem que calculava", quase certeza que está lá, e se não estiver, é um bom livro mesmo assim.

O xadrez é um jogo antiquíssimo, e muitas lendas contam a sua origem, uma das quais nos diz que foi inventado na Índia. Quando o rei Cheram o conheceu, ficou maravilhado com o engenho do inventor, o seu súdito Seta, e a múltipla variedade de posições que no jogo são possíveis.Mandou então chamar Seta para o recompensar pessoalmente pelo invento. Seta apresentou-se ao soberano vestido com muita modéstia.

- Seta, quero recompensar-te dignamente pelo engenhoso jogo que inventaste - disse o rei.
O sábio agradeceu, mas não aceitou a generosidade.

- Sou rico que chegue para satisfazer todos os teus desejos - replicou o rei. Diz-me a recompensa que desejas e eu te satisfarei.

Seta continuou calado.

- Não sejas tímido, diz o que queres, não hesitarei em satisfazer os teus desejos.

- Grande é a vossa magnanimidade, ó soberano, porém concedei-me um curto prazo para meditar na resposta, e amanhã, depois de árduas reflexões, vos comunicarei o meu pedido.

Quando, no dia seguinte, Seta se apresentou de novo ante o trono, deixou o rei maravilhado pelo seu pedido inaudito.

- Soberano - disse Seta -, mandai que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez.

- Um simples grão de trigo? - retorquiu admirado o rei.

- Sim, soberano, e, pela segunda casa, ordenai que me entreguem dois grãos, pela terceira, quatro grãos, pela quarta, oito, pela quinta, dezasseis, pela sexta, trinta e dois etc.

- Basta - interrompeu o rei, irritado - receberás o trigo correspondente às 64 casas do tabuleiro, de acordo com o teu desejo: por cada sucessiva casinha receberás a dupla quantidade que pediste, porém deverás saber que o teu pedido é indigno da minha generosidade; ao pedires-me tão mísera recompensa menosprezas irreverentemente a minha benevolência. Na verdade, como sábio que és, deverias ter dado maior prova de respeito ante a bondade de teu soberano. Sai daqui, meus servos te darão esse saco de trigo que solicitaste.Os matemáticos da corte trabalharam intensamente para calcular a recompensa de Seta, que ficou à espera à porta do palácio real. Só ao amanhecer do outro dia o matemático chefe da corte solicitou audiência para apresentar ao rei uma informação muito importante:

- Ó rei, calculámos escrupulosamente a quantidade de grãos que Seta deseja receber. Resulta uma cifra astronómica, absurdamente gigantesca.- Seja qual for a sua grandeza - interrompeu com altivez o rei -, os meus celeiros não se esvaziarão, prometi dar a recompensa a Seta, pelo que lha darei.

- Senhor, não depende da vossa vontade cumprir semelhante desejo: em todos os vossos celeiros não existe a quantidade de trigo que exige Seta. Nem sequer em todos os celeiros de todo o reino, nem até nos celeiros de todo o mundo. Se desejais entregar sem falta a recompensa prometida, ordenai que todos os reinos da terra se convertam em lavouras, mandai secar mares e oceanos, que se fundam todos os gelos e todas as neves que cobrem os distantes desertos do norte, que todo o espaço seja totalmente semeado e que toda a colheita seja entregue a Seta. Só então receberá a sua recompensa.

- Dizei-me qual é esse número tão monstruoso de grãos, disse o rei, espantado.

- Ó soberano, são 18.446.744.073.709.051.615. Ou seja, é o mesmo que 2 elevado à potência 64 menos 1... A recompensa do Inventor do Xadrez deverá ocupar um volume aproximado de 12.000 Km3. Se o celeiro tivesse 4 metros de altura e 10 de largura, o seu comprimento teria que ter 300.000.000 de quilómetros, ou seja, o dobro da distância que separa a terra do sol.

Xeque-mate! O que tem haver essa história com o an passant? Nada. Um absurdo eu ter obrigado vocês a lerem...

A proposito, a primeira figura faz parte de um quadro gigantesco do M.C. Escher. Quem quiser ver na íntegra procure por "Metamorfose 3"

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Coisas que quero ensinar aos meus filhos...


Não me recordo se foi um grego ou romano, mas um desses historíadores clássicos comentou que "os persas só se importam em ensinar 3 coisas a seus filhos: andar a cavalo, usar o arco e falar a verdade". Bom, posso garantir que meu pai me ensinou a dizer a verdade, de um jeito bem doloroso aliás, e é algo que eu pretendo passar adiante, mas esse post é pra comentar um desejo mais interessante...

Parece carma, ou talvez um dejà vu extremamente repetitivo, mas é lugar comum nas minhas partidas de xadrez (que aliás andam muito esporádicas e raras. Bora marcar uma partida, Melo?) um expectador perguntar "onde tu aprendeu a jogar?", não sei se por que isso desvia minha mente absorta, mas a resposta sempre me surpreende, "meu pai". *Agora o leitor talvez esteja achando que eu jogo bem, primeiro por me orgulhar de jogar, segundo por dizer ter expectadores, bem... Sinto decepcioná-los, mas não. Sou um jogador mediocre, nem bom, nem ruim. Mediocre.* É algo estranho que algo tão, por falta de termo melhor, "lesinho" tenha me marcado tanto. Mas sabe, quero que esse "algo estranho" acompanhe meus filhos tambem...

*No próximo post, algo sobre Xadrez...


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Proverbialmente, não se pode...


...tapar o sol com peneira.
...acender uma vela a Deus e outra ao Diabo.
...sair na chuva sem se molhar.
...tirar leite de pedra.
...agradar a gregos e troianos.
...assoviar e chupar cana.
...pôr o carro na frente dos bois.
...remar contra a maré.
...dar murro em ponta de faca.
...meter os pés pelas mãos.

*Estraído de "A Miscelânia". Um compêndio inestimável de conhecimentos inúteis, além de divértidíssimo, é claro.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

NENHUM BRASIL EXISTE

A dúvida, expressa no poema HINO NACIONAL, de Carlos Drummond de Andrade. Há pelo menos cinco séculos nos perguntamos quem somos. A "terra boa e gostosa" de Aquarela do Brasil? O País do carnaval, do futebol e da mulata? O País do futuro? Ou o da pobreza, da violência, da corrupção? Perguntas complexas. Ao longo de nossa história, gente qualificada se ocupou delas.

CAMINHA - SOMOS UNS SEM-VERGONHA

A carta de Pero Vaz de Caminha enviada ao rei Manuel, datada de 1º de maio de 1500, só foi descoberta quase 300 anos depois, em Lisboa. O membro da esquadra de Cabral retratava em 27 páginas uma terra de natureza exuberante....

Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem de ferro, Porém, a terra, e, si, é de muito bons ares. Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem.


....e de sua sensualidade latente:

Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonham.

No final, Caminha aproveita para pedir a volta de seu genro, degradado na África por ter roubado uma igreja e batido no padre. Era o primeiro caso de tráfico de influência da história do Brasil.


GILBERTO FREYRE: "NEM PRETOS, NEM BRANCOS, NEM ÍNDIOS: MESTIÇOS"

Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo (...] a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro.

O PORTUGUÊS: (...) já de si melancólico, deu no Brasil para sorumbático, tristonho...
A ÍNDIA: Da Cunhã é que nos veio o melhor da cultura indígena. O asseio pessoal. A higiene do corpo. O milho, O caju. O mingau. O brasileiro de hoje, amante do banho e sempre de pente e espelhinho no bolso, o cabelo brilhante de loção ou de óleo de coco, remete a influência de tão remotas avós...
O NEGRO: Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera da vida, trazemos quase todos a marca da influência negra.

Achei uma reportagem bem grande e muito show falando sobre o brasileiro...
aí resolvi compartilhar uns trechos dela com vocês!!
Digam-me o acham do brasileiro! Vocês conseguiriam definir um estereótipo brasileiro?!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Sinestesia


"Ela tinha cabelos suaves como o som da Harpa"

Não, isso não é uma aula de português. Mas a definição de sinestesia é justamente essa: a mistura de sentidos.
E isso vale tanto para a figura de linguagem quanto para o efeito de certas drogas psicotrópicas.

Muitas pessoas buscam alucinações na "viagem" do Ácido Lisérgico (LSD), e ignoram o que eu considero um dos efeitos mais interessantes da substância

Os 3 efeitos do Ácido Lisérgico são:

1-Alucinação (percepção sem objeto, inclui "ver coisas" bem como a distorção da visão normal.

2-Delírio (verdade íntima que só existe para o delirante "eu posso voar!"

3-Sinestesia (Quer saber o cheiro da sua música preferida? O som de um sorvete de creme com chocolate? Que tal a cor de orgasmo?)

Uma pequena história envolvendo L.S.D.

3 amigos em uma tarde quente, depois de muito planejamento, resolvem esquentar um pouco as coisas e usam L.S.D. sublingual. Acontece que eles não tinham noção da duração do efeito da droga (12 horas!), e obviamente, uma hora os donos da casa chegaram. Segue o diálogo que me foi relatado:
-Ferrou, meus pais chegaram!
-E agora cara? O que a gente faz?

Quando a terceira criatura exclama:

-Já sei! Vamos virar lagartixas!

E os outros balançam repetidamente a cabeça em sinal de aprovação.

2 minutos depois, os 3 energúmenos delirantes saem rastejando pelo chão da sala sob o olhar atônito dos pais do anfitrião...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Pecados Capitais



Passada um novela recente que tratava dos sete pecados capitas e agora com os novos pecados editados pelo Vaticano resolvi ir atrás e saber um pouco mais sobre eles. Eu fui apenas duas vezes na minha vida para uma missa católica, sei que muitos se espantarão, mas tudo bem. Quando eu estava no 2º ano do ensino médio, assisti a um filme intitulado "seven - alguma coisa que não me recordo" hehehe e sempre fiquei com essa curiosidade. Vi que eu tinha uma noção muito errônea acerca de muitos pecados então tratarei deles de forma rápida para quem não sabe também aprender alguma coisa!!!
Os sete pecados capitais são uma classificação de vícios usada nos primeiros ensinamentos do catolicismo para educar e proteger os seguidores crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos. Não há registro dos sete pecados capitais na Bíblia Sagrada.
Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. A partir de inícios do século XIV a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro.Os sete pecados capitais são uma classificação de vícios usada nos primeiros ensinamentos do catolicismo para educar e proteger os seguidores crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos. Não há registro dos sete pecados capitais na Bíblia Sagrada.
Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. A partir de inícios do século XIV a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro.
GULA:
O pecado da Gula representa o desejo insaciável do ser humano de ter sempre mais do que já tem e precisa.
Na maioria das vezes, as pessoas consideram a gula o pecado de comer excessivamente e mais do que necessita. Mas esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem. Uma forma de cobiça.
A gula é controlada pelo uso da virtude da Temperança.
LUXÚRIA:
A luxúria representada por Pieter Bruegel.
A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material.
Segundo a Doutrina Católica, é um dos sete pecados capitais e consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade é o principal pecado capital, ou seja um pecado mais forte que segundo a doutrina católica serve de "porta" para levar à outros pecados, no caso da luxúria a diversas ramificações como por exemplo a prostituição, sodomia, pornografia, incesto, masturbação, pedofilia, zoofilia ou bestialismo, fetichismo, sadismo e masoquismo (busca de prazer através da dor), desvios sexuais, e tantos outros pecados relacionados com a carne. A luxúria segundo a mesma doutrina pode acarretar em consequências como por exemplo o estimulo ao aborto (no caso de gravides indesejada), transmissão de doenças sexualmente transmissiveis, abuso sexual (no caso de pessoas com desvios sexuais que buscam na submissão do outro o seu prazer ou em pessoas que sofreram na infância tais abusos). Portanto a Luxúria seria uma porta de acesso à outros pecados (Desvios Morais).
Em Bhagavad Gita o Senhor Krishna disse: é a luxúria, nascida dentre a paixão, que se transforma em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demônio. Conheça-a como o inimigo. (3.37)
INVEJA:
A inveja é um dos sete pecados capitais na tradição Católica. É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
A inveja é freqüentemente confundida com o Pecado Capital da cobiça, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é probida nos Dez mandamentos da Bíblia.
PREGUIÇA:
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos Sete Pecados Capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, freqüentemente associada ao ócio, vadiagem.
Na Bíblia Sagrada não há registro destes 7 Pecados, no entanto traz várias orientações para evitar a preguiça, principalmente no livro de Provérbios.
VAIDADE:
Vaidade é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidoso cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagante seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos.
A vaidade é mais utilizada hoje para estética, visual e aparência da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a um espelho, a exemplo de Narciso.
Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja nos outros.
IRA:
Ira é um intenso sentimento de raiva, ódio, rancor, um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão geralmente derivada de causas acumuladas ou traumas. Pode ser visto como uma cólera e um sentimento de vingança, ou seja, uma vontade frequentemente tida como incontrolável dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto.
Análise:
Ira é um sentimento mental e emotivo de conflito com o mundo externo ou consigo mesmo, que controlamos pouco e manejamos pior ainda, deixando-nos fora de nossas ações. Essa explicação quer dizer que a ira é uma emoção que surge em nossa mente devido a um acontecimento especial ocorrido, seja no meio em que a pessoa está ou com ela mesma, diante de alguma situação qualquer. Ou seja, a ira pode refletir-se tanto contra os outros quanto contra si próprio, dependendo de como se desenha o ocorrido. Quando surge a ira, somos tomados pelas emoções de tal forma que perdemos a racionalidade, deixando-nos fora de nosso juízo normal, podendo nos levar a cometer erros da qual nos arrependeremos posteriormente.
Por ter componentes irracionais, a ira não deve ser confundida com o ódio, que pode atingir seus objetivos destrutivos somente pela racionalidade. A ira é uma explosão forte de um sentimento ruim, proveniente de uma contrariedade, de uma desilusão, de um acontecimento inesperado e ruim, de uma inconformidade ou de uma culpa. Essa explosão, quando ocorre, faz o indivíduo perder a noção de seus atos, fazendo-o agir irracionalmente. Quando muito forte, a ira pode converter-se em ódio, o que faz a pessoa querer, pelo uso da razão, se vingar e compensar o que sente de ruim, sentindo prazer ao obter êxito. A ira é um sentimento breve, enquanto o ódio pode durar até uma vida inteira. Apesar disso, num ataque de ira, pode-se cometer erros até mais graves que as vinganças movidas pelo ódio, tamanho seu poder de estimular os ímpetos maléficos de uma pessoa.
A linguagem popular pode apoderar-se do fato de que a raiva é algo diferente de nós, não inerente ao ser humano normal, fazendo-nos perder a capacidade de controle e uso da razão, com o objetivo de criar expressões e ditos muitas vezes jocosos. Quando uma pessoa está irada, é comum que se diga que ela virou um bicho, está com o diabo no corpo, possuída ou muitas outras expressões que mudam conforme a região e o país em que se vive.
AVAREZA:
Na, concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados mortais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro. ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indíviduos, por exemplo.
Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si.
A avareza opõe-se à virtude da generosidade.
Ainda de acordo com a definição usual, valores imateriais como a inteligência, cultura, arte, beleza e amor não existem para o avarento, pois tais elementos são abstratos e não podem ser convertidos em dinheiro.
O avarento renega aos próprios desejos e necessidades para ter apenas uma possibilidade de gozar do fato de poder possuir um pouco mais de dinheiro em suas economias.
PS': No dito popular " A Inveja mata" não sei a veracidade disto!
PS'': Karina desculpa pelo post enorme ;)